Nas semanas que antecedem todos os finais de ano e nas poucas que o sucedem, o ser humano é tomado por uma espécie de compulsão em ser feliz ( alguns até, em fazer felizes a pessoas de quem "gostam", ou até que não conhecem).
Lindo isso, não?
Pena que tais sentimentos não se prolonguem na sequência do ciclo.
Sim, porque todo esse processo da vida, que registramos como ANO, de 365 dias, nada mais é do que um aspecto da nossa vida ditada por ciclos, não cumpridos como tal.
Vivemos dias e noites, temos a chuva e o sol, o frio e o calor, os dias que se transformam em semanas, em meses, em anos... em uma vida, que pode ser curta... longa... e nem nos damos conta da sequência cíclica em que acontecem.
Se nos percebermos no decorrer do ano, poderemos constatar que esquecemos que a vida é cíclica e a levamos de uma forma linear, onde a ordem dos dias é acordar, tomar banho, café, ir ao trabalho ou à escola, se der tempo ler as notícias ou estudar, nos alimentamos "como dá", temos uma atividade social no trabalho e fora dele ( quando dá), praticamos alguma atividade física, voltamos paracasa e , lá encontramos nossos filhos, conjuges, pais, mães, avós ( se tiverem a sorte de ainda estarem vivos) e, após umas horas de convívio com a família ( mesmo que diante da televisão), desmaiamos de sono e, assim repetimos o "ritual linear" a nós imposto ( ou por nós mesmos imposto), até que pintem umas férias, um passeio de final de semana, algo que mude a nossa rotina.
Aquela atenção toda que tivemos em relação ao outro, menos favorecido, aquelas capanhas políticas desejando o MELHOR para o ANO VINDOURO, acompanhada de vinhetas onde caras e bocas dos referidos políticos, pouco transmitiam daquilo que aparentemente sentiam e que , onde apenas alguns cantavam, pra onde foi?
Assim está o ser humano, assim está a política, assim está o mundo.
Pensa-se de forma doentia, age-se de forma doentia e vive-se de forma doentia.
E, se só olharmos sob esse aspecto, não conseguiremos ter uma perspectiva de que algo possa mudar para melhor o mundo em que habitamos. Isso assusta!
Há poucos anos comecei a estudar a filosofia oriental, mais precisamente a Medicina Tradicional Chinesa e, comecei dali a entender que, ao contrário da linearidade, o ser humano, felizmente está nas mãos da vida em ciclos.
Que, por mais que o ser dedique-se exaustivamente à desarmonia do planeta, para que nele haja o caos e que no caos tudo possa ser desorganizado - para que , na desorganização aconteçam as subtrações de bens materiais, de vidas humanas, de dignidade e de amor ao próximo está para chegar um novo ciclo,
E , com nesse novo ciclo as polaridades Yin ( a passividade e a tendência ao equil[ibrio e à recepção de novas e saudáveis sementes) e Yang ( a hiperatividade e a tendência à destruição) - que representam as forças da natureza humana e Universal, digamos asssim e que encontram-se em total desarmonia tenderão a entrar num ciclo de estabilidade, que promoverá a consciência de que o caos deve acabar, para dar espaço à suave, mas não menos forte presença do equilíbrio entre forças destrutivas e forças construtivas.
Por isso se fala tanto em mudança do mundo, em final dos tempos.
O ser humano adquire a sua percepção para entender os acontecimentos não físicos que ocorrem no mundo.
Seu sexto sentido aflora cada dia mais e, sua força mental pasa a tomar proporções que um dia irão poder fazer frente às forças das armas físicas.
O ser do presente e do futuro será a marca definitiva da modificação da vida no planeta - quem sabe o chamado ser índigo começa a despontar dentro das gerações mais novas ( que começaram a nascer em torno dos anos 50?)
Quem sabe , em futuros anos "Novos" o ser humano esteja , realmente consciente da sua importância na mudança do "mecanismo" do planeta e possa desejar e lutar verdadeiramente para que o novo ciclo, o novo ano tenha, em suas bases a força de mentes dispostas a curar o homem e com ele o Planeta em que vivemos?
Felizes Novos Anos Índigos!


